Resenha: O Físico – Noah Gordon

A estória de O Físico começa na Inglaterra medieval do século XI. A narrativa é centrada no personagem Rob Cole que tem um dom extraordinário: ao tocar as mãos de uma pessoa doente, sabe se ela vai morrer em breve. Esse dom vai levá-lo ao Oriente em uma viagem de muitas aventuras. Mas não sem antes,  aprender as artes de saltibanco e de cirurgião-barbeiro com seu protetor, Barber.
O autor coloca em cena a cultura islâmica e a avançada medicina desenvolvida na Pérsia. Interessante também o olhar que Noah Gordon lança para a situação e os costumes da comunidade judaica na época , tolerada e indesejada tanto pelos cristãos  como pelo muçulmanos. Os judeus são a ponte de Rob Cole para o mundo árabe e com eles aprende o idioma persa. Atenção para o filosofo Ibn Sina, figura histórica que no romance será o mestre de Rob.
Na minha opinião a estória é demasiadamente centrada em Rob Cole e senti falta de um aprofundamento sobre outros personagens. É um livro que faz lembrar um roteiro de filme. E de fato, depois de pesquisar na internet, vi que não faz muito tempo que adaptaram a estória para o cinema. Isso não desmerece o tempo lido, no entanto a estória tem lá seus clichês típicos de um filme de aventura. De modo geral, a leitura vale a pena por conduzir o leitor nas  culturas cristã, judaica e islâmica da época.