Deus Reconhecerá os Seus: A História Secreta dos Cátaros – Maria Nazareth Alvim de Barros

 

Eu tenho um interesse aguçado sobre as doutrinas fora da ortodoxia cristã. Uma em especial, o catarismo, tem sido motivo de minhas leituras atualmente.

Eu comprei o livro “Deus Reconhecerá os Seus: A História Secreta dos Cátaros” da autora Maria Nazareth Alvim de Barros que faz um relato histórico e muito sério sobre esta doutrina considerada herética.

A narrativa é densa e em algumas passagens pode se tornar cansativa. Mas está cheia de informações sobre os dissidentes e o drama de seu desaparecimento violento pela Igreja Católica da época. Particularmente, eu considerei o livro um pouco triste, pois você vai percebendo que os cátaros tinham uma doutrina de muita tolerância e de sinceras intenções espirituais. Uma doutrina que tinha em si alguns aspectos do cristianismo primitivo e que poderia elucidar muitas dúvidas sobre a própria pessoa de Jesus.

Meu pensamento quanto a eles está longe de considerações sobre se estavam certos ou errados, quanto sua prática teológica. Mas sim numa alternativa de viver o cristianismo. Mesmo com todas as ameaças para quem aderisse, inclusive ameaça de morte, esta doutrina conseguia cativar milhares de pessoas.

O cenário do livro acontece no século XII, sul da França, nos territórios conhecidos como Midi e Occitânia.  A atual Catalunha também abrigou muitos cátaros. Interessante também notar que estas mesmas regiões tinham uma riqueza econômica e diversidade cultural muito grande.

Eu comprei o meu exemplar em um sebo. Não sei se você vai encontrar em alguma livraria por aí. Foi um pouco caro, mas uma ótima aquisição para consultas futuras. A autora prestou um grande serviço para os leitores de língua portuguesa.

Baseado de fatos reais – 1

Um cidadão recebe em sua caixa de e-mail uma oferta da Spotify de 3 meses do serviço premium por apenas R$16,90. O cidadão pobre desacostumado com luxo, aproveita a oportunidade e faz daquilo um presente de natal para sua família. Aceita a oferta e assina.

Na tarde daquele mesmo dia, ele se deleita com o piano de Thelonious Monk e adormece embalado pelas notas do Jazz. Não suspeitava o pacato cidadão que perto dali estava um sensor de traços americanos que detectou a invasão americana jazziana no bairro que mora. O sensor enviou um sinal para o DDS ( Departamento de Defesa Soteropolitana ) e após acurada análise de seus computadores, o sistema DEFCON da DDS foi setado no nível ARREGAÇAR AGORA! Procedimentos de descontaminação deveriam ser realizados, antes que outros cidadãos fossem infectados.

De repente o cidadão acorda com um pancadão em alto volume de um samba-pagode. O bass do som, tremia o apartamento. Já acostumado com os procedimentos dos funcionários da DDS, correu com sua família para o banheiro. Ali eles ficaram juntos em um canto da parede até que toda a operação fosse feita. Os funcionários agiam como verdadeiros bombeiros, dignos de um Fahrenheit 451.

Terminada a operação da DDS, o cidadão saiu do banheiro e foi ver se sua conexão com a Spotify foi preservada. Sim, estava. E assim, por mais um dia ele e sua família sobreviveram e se tornaram mais forte.

Fim.

Koan Boburazul – 0 e 1

Um repórter foi até um mosteiro budista entrevistar um sábio monge. Pretendia escrever um artigo sobre os desafios da religião na pós-modernidade.
Chegando lá, fez a seguinte pergunta ao seguidor de Sidarta.
– O que o Buda faria diante dessa nova Samsara de 0 e 1 que criamos?
O monge se sentou e virou para a parede.
O repórter ficou olhando para as costas do monge, sacudiu os ombros dele, mas o monge continuava na mesma postura.
Sentido-se ultrajado, ele voltou para agência de notícias e escreveu um contundente artigo sobre a falta de sensibilidade das religiões diante do novo panorama mundial.  Sua matéria foi premiada e ganhou o prêmio Pulitzer.
Fim.