Além da maquinação – Visita a uma operadora de telefonia

O cidadão têm um chip e quer reativá-lo. Passou mais de 6 meses sem fazer uma recarga de crédito. Não satisfeito com o atendimento telemarketing, vai até uma loja física. Chegando lá.

Cliente: Bom dia!

Atendente: Boa!

Cliente pensa consigo mesmo: Tanta gentileza com tão poucas palavras.

Cliente: É possível reativar este chip?

Atendente: Qual o número?

Cliente: 5455-6669

Atendente: Estou solicitando uma análise de sua linha, senhor. Aguarde um momento.

Cliente pensa: Essa era parte onde na central de atendimento, a ligação era interrompida. Hoje estou de corpo presente.

Cliente: Tudo bem, aguardo.

Atendente: Senhor, esta linha já morreu.

Cliente surpreso: Morreu é? Tem como ressuscitar, não?

Atendente faz uma boca torta: Senhor, a linha morreu. Não tem jeito.

Cliente: Não tem jeito mesmo?

Atendente olha de maneira maliciosa: Se o senhor contratar um plano controle é possível ressuscitar a linha daqui a 3 dias. Recomendo vivamente.

Cliente: Tudo bem. Eu dispenso. Obrigado pelo seu atendimento. ( Olhar sarcástico para a atendente).

E o cidadão sai da loja sem entender que zorra de atendimento foi aquele. Mas ficou na memória aquele olhar vidrado e pupilas dilatadas da atendente e outros funcionários. Parece que tinham virado máquinas.

A fragmentação e falta de vontade da direita brasileira

É explícito a falta de estratégia dos partidos de direita no Brasil e a sua capacidade de cativar aliados. Parece-me que os grupos que participam destes partidos, não sabem unir seus interesses particulares a um interesse coletivo maior que beneficiaria não apenas a eles, mas a todos os brasileiros. Já os partidos ditos de esquerda, apesar de todas as acusações e provas contra eles, permanecem unidos e com um discurso coeso.

Não duvido que os partidos de esquerda tenham seu candidato para presidência da república eleito nas próximas eleições. A vitória será conquistada pela esquerda devido a falta de uma alternativa pragmática e pela incapacidade da direita de se comunicar com o eleitorado de maneira simpática. Capacidade esta que foi perdida nos últimos anos. A cartilha política da esquerda é obsoleta, mas tem uma força retórica efetiva. E não existe solidariedade e uma atitude sincera entre os homens e mulheres que militam nos partidos de direita.

Tão pouco pense o leitor que levanto uma defesa a favor de lulistas. Apenas confirmo o que assisto, por exemplo, quando passo algum tempo assistindo a TV Câmara e mesmo outros canais midiáticos. Mas o que posso fazer, né? A vida segue. O ” cada um por si e Deus por todos” é a máxima desse país. Talvez seja por isso que dizem que Deus é brasileiro.

 

Dhyana

 

“A quinta prática se chamam dhyana paramita. A perfeição da meditação. Dhyana é chamada de zen em japônes, chan em chinês, thien em Vietnamita e son em Coreano. A dhyana, ou meditação, tem dois atributos. O primeiro é o de parar ( shamatha ). Nós passamos nossa vida correndo atrás de uma idéia ou outra de felicidade. Parar significa parar de correr, parar de esquecer, parar de estar sempre preso no passado ou no futuro. Voltamos para casa, para o momento presente, onde a vida realmente se desenrola, esse momento contém todos os outros momentos. Aqui podemos entrar em contato com nossos ancestrais, nossos filhos e netos, mesmo que eles ainda não tenha nascido.”

Thich Nhat Hanh      

Lindas palavras. Talvez um dia possamos todos compreender, o completo significado delas.

A Culpa é da Máquina

 

Primeiro começamos a adorar os fenômenos da natureza. Um raio e o trovão em seguida eram entendidos pelos nossos ancestrais como um recado da onipotência divina. O deus relâmpago se retava se o homem e a mulher não fizessem a dança do bungá-bungá corretamente.

Depois elaboramos um panteão de deuses com belas mitologias. Eles viviam entre nós, faziam “amor” com seus servos, os homens e mulheres. E chegavam  até a produzir semi-deuses que alimentavam a imaginação dos homéricos contadores de estória.

Mais tarde, “refinamos” e criamos o monoteísmo com seus anjos e demônios e as cobranças apocalípticas sobre a humanidade desregrada.

Chegou o século XXI. E o suprassumo da humanidade olha para a História e ri das crenças ridículas dos seus ancestrais. Agora é a crença da “máquina”. Tudo é a máquina. Esse ser indefinido e etéreo responsável por maquinações virtualísticas. Contudo, não diferente dos antepassados, os pós-modernos responsabilizam a “máquina” pelas calamidades e simulacros contra a humanidade. A culpa é da máquina. Esquecem quem fica entre a tela do computador e a cadeira.

Particularmente, eu não me incomodo com nenhuma dessas crenças . Não mesmo. Vivemos em uma democracia que permite optar por qualquer credo. E também quero crer da maneira que eu bem entender. O que me incomoda é aquela parte, aquela gente pé-no-saco que age como fundamentalistas pós-modernos com suas teses de silício. Estes que fazem uma leitura anacrônica do passado e agem como os antiquados, usando de um sutil, mas ainda violento proselitismo.

Antes eram as máquinas engendradas para censurar os malditos que precisavam ser purificados. Vide a tecnologia usada nas inquisições medievais. E no caso mais extremo a purificação definitiva em uma fogueira abençoada. Hoje são bits e dispositivos que são usados para direcionar as pessoas para uma hegemonia de escolhas pré-definidas. Dentro dessa escolhas existem as liberdades pré-moldadas que “libertam o fulano da matrix”. E eu não sei de qual “matrix” eles estão falando porque são muitas. É como dizem por aí, o paraisotrix de um é o infernotrix de outro.

Pelo panorama histórico, parece que continuamos os mesmos. Estamos avançando a passos largos tecnologicamente e lentamente no reconhecimento de uma identidade global que precisa aprender a conviver com as diferenças se queremos manter nossa presença neste mundo. Mas de maneira geral, somos seres de cabeça-dura e adoramos fantasias.

Livros: Os Templários – Michael Haag

Nos últimos meses, entre tantos outros assuntos, tenho dedicado meu tempo sobre os templários. Aqueles cavaleiros medievais que todo mundo já deve ter ouvido falar, geralmente por causa da lenda do Graal e outros mistérios que os envolve.

Gostei muito deste livro, Os Templários: História e Mito. Um dos motivos de meu elogio sobre o livro é que ele tem uma linguagem muito acessível para qualquer pessoa. O autor, Michael Haag, começa com a história do Templo de Salomão e segue até a nossa época, mostrando como os míticos e místicos cavaleiros foram revividos como fenômenos do mundo da arte, através dos romances, filmes, músicas e até games sobre eles. Foi interessante saber que o aclamado Star Wars, teve originalmente pelos seus roteiristas, a idéia de batizar os heróis defensores do universo de Templários Jedi.

Além de todos aqueles mistérios e acusações de heresias que pairam sobre a cabeça dos cavaleiros da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, o fato é que eles exerceram uma grande influência na Idade Média nos campos militar, da ciência, tecnologia, economia e espiritualidade. O final trágico que tiveram com as torturas e martírios na fogueira é o resultado do poder que conquistaram e pela assimilação e tolerância sincrética que praticavam.

É um livro que vale a pena a leitura e tem ilustrações em preto-e-branco se você é do tipo que se cansa rápido com tantas letrinhas ( risos ). Meu exemplar eu comprei na Amazon. E você pode ir direto para a vitrine da loja com o livro, clicando aqui.

Ainda hoje, muitos grupos se consideram herdeiros dos templários, provando que de uma maneira ou de outra, eles continuam presentes em nossa era.