Koan Boburazul – 0 e 1

Um repórter foi até um mosteiro budista entrevistar um sábio monge. Pretendia escrever um artigo sobre os desafios da religião na pós-modernidade.
Chegando lá, fez a seguinte pergunta ao seguidor de Sidarta.
– O que o Buda faria diante dessa nova Samsara de 0 e 1 que criamos?
O monge se sentou e virou para a parede.
O repórter ficou olhando para as costas do monge, sacudiu os ombros dele, mas o monge continuava na mesma postura.
Sentido-se ultrajado, ele voltou para agência de notícias e escreveu um contundente artigo sobre a falta de sensibilidade das religiões diante do novo panorama mundial.  Sua matéria foi premiada e ganhou o prêmio Pulitzer.
Fim.

Além da maquinação – Visita a uma operadora de telefonia

O cidadão têm um chip e quer reativá-lo. Passou mais de 6 meses sem fazer uma recarga de crédito. Não satisfeito com o atendimento telemarketing, vai até uma loja física. Chegando lá.

Cliente: Bom dia!

Atendente: Boa!

Cliente pensa consigo mesmo: Tanta gentileza com tão poucas palavras.

Cliente: É possível reativar este chip?

Atendente: Qual o número?

Cliente: 5455-6669

Atendente: Estou solicitando uma análise de sua linha, senhor. Aguarde um momento.

Cliente pensa: Essa era parte onde na central de atendimento, a ligação era interrompida. Hoje estou de corpo presente.

Cliente: Tudo bem, aguardo.

Atendente: Senhor, esta linha já morreu.

Cliente surpreso: Morreu é? Tem como ressuscitar, não?

Atendente faz uma boca torta: Senhor, a linha morreu. Não tem jeito.

Cliente: Não tem jeito mesmo?

Atendente olha de maneira maliciosa: Se o senhor contratar um plano controle é possível ressuscitar a linha daqui a 3 dias. Recomendo vivamente.

Cliente: Tudo bem. Eu dispenso. Obrigado pelo seu atendimento. ( Olhar sarcástico para a atendente).

E o cidadão sai da loja sem entender que zorra de atendimento foi aquele. Mas ficou na memória aquele olhar vidrado e pupilas dilatadas da atendente e outros funcionários. Parece que tinham virado máquinas.