O Livro de Jô Uma Autobiografia Desautorizada – Volume 1

Li o último livro do Jô Soares que faz um relato sobre sua vida pessoal e artística. Além de ser um registro histórico de um dos mais talentosos artistas brasileiros, a narrativa é divertida e terna. Arrisco em dizer que deve ter milhares de pessoas lendo a autobiografia do Jô Soares, curiosos em saber sobre a vida íntima daquele que tanto nos divertiu em programas de humor e em seus últimos trabalhos como entrevistador.

Mas pra falar a verdade, eu só fiz este post pra… Peraí, lembrei de uma coisa. Depois volto nesse assunto.

Eu fui no cinema assistir Star Wars: Os Últimos Jedi, e, como disse no Twitter, 3 máquinas de fritar ficaram fazendo o maior barulho no cinema. Não sou de ir ao cinema, mas o filme valia a pena a ida. Pelo menos, eu já fui sabendo que a possibilidade do já referido evento ocorrer. Então, dias depois, estava eu em uma profunda ociosidade, quando aparece um espectro em uma aura verde, vestido de Jedi. Reconheci de cara a pessoa pelas risadinhas descaradas. Era o Costinha. Aí intimei: ” Valeu viu. Você foi bacana. Deixou aqueles caras na maior zueira lá, a diversão foi subtraída em 34%.” O Costinha Jedi respondeu: ” Meu filho, era aquelas 3 torradeiras ou o Seu Com Licença do Jô Soares ( somente quem leu o livro a autobiografia dele vai entender). O que você preferia?” Apenas respondi com um tudo bem, tudo bem…obrigado, obrigado e ele desapareceu fazendo aquele buonnn com a boca.

Voltando. Este post é na verdade uma desculpa para escrever sobre um filme surreal com a participação do Jô Soares. Vi a entrevista dele no Conversa com Bial e durante a entrevista mostram um Jô Soares com peruca, com o rosto pintado, revoltado diante de uma televisão em um filme preto-e-branco. O Jô Soares diz que é o filme mais incompreendido do cinema nacional, Hitler 3º Mundo. Achei a entrevista muito interessante e pensei em comprar o livro quando estivesse num valor que eu pudesse comprar. O que a Amazon fez com a versão digital do livro.

Então, depois que termino de ler o livro, vem uma série de fotos do Jô Soares e, entre as fotos, uma com ele como Samurai da cena do filme que vi na entrevista. Veio a ideia de procurar o filme no Youtube. E realmente estava lá o filme para assistir. Mais de 1 hora durante a madrugada, assistindo entre sentimentos confusos, pois não sabia se o filme era para rir ou para pensar. Permiti a mim fazer pensar e rir. Um clássico que mostra cenas daquela parte pobre do Brasil que na década de 60 era muito pior do que agora. Para mim é um filme enigmático, inteligente, cômico, dramático e trágico. Tem algo de Quentin Tarantino, Seth MacFarlane e Francis Ford Coppola, tudo misturado e autêntico.

Eu fiz uma edição do Hitler 3º mundo, apenas com a participação do Jô Soares. Sem o Samurai que ele interpreta, não sei se o filme seria tão interessante e cômico como é. Em uma linguagem moderna, se o filme fosse seriado, um spin-off do Samurai faria o maior sucesso. Abaixo segue o video. Atenção: tem uma cena de nudez. Em 17m40s é como me relaciono com a minha televisão.

Explicando minha vida com cartoons

Minha vida explicada em alguns segundos por um cartoon. Eu sou o cara estudando para resolver o caso. Não deveria ser para rir… Não mesmo. E não ganhei nada da Fox para publicar o vídeo.