Invasão em supermercado na Bahia do Porco

Este video é uma homenagem a todos aqueles que adoram uma fantasia invasionista.
Até a data de publicação deste vídeo, não sei que ave era aquela.
A narração é de Orson Welles que enganou todos os ouvintes e causou grande pânico nos EUA.

Poemas alucinantes – O membro Noel Rosa

Obssediabo por uivos catatônicos, sobe o lobo ao morro dos ventos errantes que o joga no precipício.

Depois de atravessar trevas abismais, seu corpo se estraçalha no finito chão e pedaços de sua carne canina alimentam sarcófagos de faraós tropicais.

Múmias revividas levantam-se com seus membros postiços erguidos. Entre elas, Noel Rosa passeia ardente, clamando em um samba melancólico:

– Ceci. Oh Ceci…Onde você está? Ai Ceci…

Contos alucinantes – 21 homens e mulheres de feudos com justas de 15 minutos de fama

21 homens e mulheres me fecharam as portas de um admirável mundo novo. Disseram que o silêncio dos meus passos, não combinava com os carpetes elétricos dos seus castelos digitais.

Nem triste e nem alegre, minha alma saiu da frente de 21 homens e mulheres brilhantes como as telas de seus mascotes, incompatível de feudos com justas de 15 minutos de fama. 21 millennials de feudos com justas de 15 minutos de fama cuspiram no chão, enquanto eu dava as minhas costas tatuadas de signos milenares.

Voltei para caminhos de lama, salpicados de fezes bovinas. Um dia, caminhando na beira de um estrada, um cortador de lenha. Perguntei a ele:

– O senhor gosta do que faz?

– Oh, sim senhor, se eu gosto. – Respondeu ele com risos que pareciam engasgos. E limpou a testa de um suor amarelo que ao gotejar o chão, fez tempestade em minhocas que tocavam uma orquestra. O maestro da orquestra era um louva-deus vestido com uma carapaça de cigarra. E o louva deus tinha uma varinha feita de espinha de peixe. Com a varinha encantava as minhocas em sua interpretação de clássicos inúteis aos 21 homens e mulheres de feudos com justas de 15 minutos de fama.

– Você veio até aqui para fazer um poema ou um conto? Perguntou o lenhador que continuava a dividir toras que um dia testemunharam os frutos de Caim.

– As duas coisas! Como adivinhou? – Respondi surpreso.

Mais engasgos e sons amadeirados caídos ao chão. O que inspirou o maestro que se agitou em uma Carmina Burana, louvando a falta de fortuna de homens e mulheres incompatíveis em feudos de justas de 15 minutos de fama.

O lenhador muito contente me apontou sua cabana e disse para que descansasse minhas pernas de varizes estouradas de esperanças. Mas que pela graça dos deuses, que eu não retirasse minhas botas e que sujasse os lençóis com os verdes bovinos que pisei. Dormi durante 3 dias sob o som do maestro louva deus e suas minhocas orquestradas.

Agradeci a hospedagem, agradeci a orquestra. Voltei para caminhada. A estrada agora estava pantanosa e onças penduradas em toras vivas estavam fazendo serestas. Suas caudas imitavam o pêndulo de relógios caldeus fora de hora.

Uma das onças com uma guitarra na mão, gritou lá de cima com um sorriso do tamanho da órbita de Halley.

– Acelera os passos… Acelera as canelas… Esse seu poema/conto virou uma mer… Vamos cantá-lo para os 21 homens e mulheres de feudos com justas de 15 minutos de mer…

Sobre o Budismo

O Budismo é um sistema de crença muito tolerante e livre. Não sou budista, mas quando leio textos budistas, tenho esta impressão. Para ilustrar o que quero dizer com isso, segue o seguinte conto:

Cidadão se aproxima de monge budista e diz:

– Eu acho Buda um estúpido.

O monge responde com interesse:

– É mesmo? Diga-me mais a respeito disso.

Outro cidadão chega e diz ao monge budista:

– Eu acho Buda um ser maravilhoso.

O monge responde com interesse:

– É mesmo? Diga-me mais a respeito disso.

De maneira geral, duvido que um sistema de crença moderno ocidental, tenha a mesma postura de um autêntico budista, diante dos dois tipos de cidadãos.

Ah, Girassol – Willian Blake

Ah, Girassol, que o tempo

exaure! Que medes do sol a

passada;

E buscas aquele áureo clima

Que é o rumo de nossa jornada:

Lá onde a ardente Juventude

E a Virgem que em neve se veste

Do túmulo se erguem e aspiram

Ao rumo que só tu soubeste.

Willian Blake