Koan Boburazul – 0 e 1

Um repórter foi até um mosteiro budista entrevistar um sábio monge. Pretendia escrever um artigo sobre os desafios da religião na pós-modernidade.
Chegando lá, fez a seguinte pergunta ao seguidor de Sidarta.
– O que o Buda faria diante dessa nova Samsara de 0 e 1 que criamos?
O monge se sentou e virou para a parede.
O repórter ficou olhando para as costas do monge, sacudiu os ombros dele, mas o monge continuava na mesma postura.
Sentido-se ultrajado, ele voltou para agência de notícias e escreveu um contundente artigo sobre a falta de sensibilidade das religiões diante do novo panorama mundial.  Sua matéria foi premiada e ganhou o prêmio Pulitzer.
Fim.

Dhyana

 

“A quinta prática se chamam dhyana paramita. A perfeição da meditação. Dhyana é chamada de zen em japônes, chan em chinês, thien em Vietnamita e son em Coreano. A dhyana, ou meditação, tem dois atributos. O primeiro é o de parar ( shamatha ). Nós passamos nossa vida correndo atrás de uma idéia ou outra de felicidade. Parar significa parar de correr, parar de esquecer, parar de estar sempre preso no passado ou no futuro. Voltamos para casa, para o momento presente, onde a vida realmente se desenrola, esse momento contém todos os outros momentos. Aqui podemos entrar em contato com nossos ancestrais, nossos filhos e netos, mesmo que eles ainda não tenha nascido.”

Thich Nhat Hanh      

Lindas palavras. Talvez um dia possamos todos compreender, o completo significado delas.