Resenha: P.S. Eu te amo – Cecelia Ahern (Atualizado)

Gerry e Holly é aquele tipo de casal que nasceram um para o outro. Mas quis o destino separar os dois por causa de um tumor no cérebro de Gerry.
Holly vive seu luto com todas as letras. Não quer ver ninguém, não come, não atende telefone até que sua mãe consegue lhe dizer que Gerry deixou uma caixa para ela.
É a partir daí que Holly encontra um fiozinho de força pra levantar e seguir adiante. Nessa caixa deixada por Gerry tem um envelope para cada mês do ano e Holly precisa fazer o que tem escrito em cada carta.
E é assim que o livro de desenvolve, com Holly seguindo as instruções deixadas por Gerry. Para isso ela conta com a ajuda de sua alegre e carinhosa família e suas melhores amigas Sharon e Denise.
Holly tem quatro irmãos. Jack o brincalhão e o mais ligado a ela, mas que com a morte de Gerry acaba se distanciando. Ciara a excêntrica, Declan o sonhador e Richard o mais diferente de todos e o mais distante de Holly. E é interessante acompanhar no desenrolar do livro como Richard e Holly descobrem que tem muito mais em comum do eles pensam e acabam se unindo mais. É bonito até de acompanhar essa evolução.
Confesso que até a metade do livro estava achando a leitura bem cansativa. Parece que não havia muita conexão entre um capítulo e outro. Era como se eu tivesse lendo um livro de contos. Mas do meio do livro em diante a leitura fluiu normalmente e acabou valendo a pena insistir na leitura.
E posso dizer que o final até me surpreendeu, pois no desenrolar da história parecia que ia terminar como os clichês de livros românticos, o que não aconteceu.
Como fizeram a adaptação pro cinema, fui procurar o filme pra ler e que decepção. Engraçado que nesse post aqui eu ainda disse que tinha a impressão de que gostaria mais do filme, mas me enganei.O filme fez jus a palavra adaptação, pois pegaram apenas a essência da história. A família que foi tão importante no livro, no filme se reduziu a apenas a mãe e a irmã mais nova que aparece pouquíssimas vezes. Sem contar que a mãe do filme é amarga, diferente da mãe do livro que é protetora e carinhosa. Colocaram enredos que não existem no livro e que eram totalmente dispensáveis.

Mais um pra minha listinha de que o livro é muito melhor que o filme.

Google faz Homenagem a José Mauro de Vasconcelos

O livro conta a história de Zezé, filho de uma família muito pobre. Zezé em meio a pobreza, a solidão e o desajuste social, cria um mundo de fantasia como fuga para a dura realidade em que vivia.  Assim é que um pé de laranja-lima que ele chama de Minguinho se torna seu confidente, a quem conta suas aventuras e desventuras.  Ele encontra apoio e carinho também em algumas pessoas como a professora Cecília, um caixeiro viajante e  sobretudo em Manuel Valadares, um português que ele apelida carinhosamente de Portuga, uma figura que substitui seu pai. A vida, porém, lhe prega uma peça cedo demais levando seu amigo Portuga só lhe restando Minguinho como amigo e confidente.
Se eu fizer um Top 5 dos meus livros preferidos, com certeza Meu Pé de Laranja Lima estará entre eles.
O primeiro contato que tive com a obra foi em forma de novela, reprisada pela bandeirantes no início dos anos 90. Adorava e não perdia um capítulo.
Parte do elenco da novela que foi reprisada nos anos 90.
Depois, fui em busca do livro pra ler. E esse foi o único livro que me fez chorar copiosamente enquanto lia, a ponto de ter de parar a leitura, respirar fundo pra poder continuar. Um livro triste, mas é uma leitura que cativa e te envolve. Recomendo muito.
Em 2012 lançaram a segundo versão do livro para o cinema. Um dos poucos filmes que eu vi baseado em livros que se manteve fiel a obra de origem. Também foi o único filme até hoje que conseguiu me fazer chorar. A fotografia do filme é linda e a atuação do José de Abreu como Portuga é impecável.
Cartaz promocional do filme lançado em 2012.
E hoje, 26 de fevereiro, José Mauro de Vasconcelos, o autor do livro,  estaria fazendo 95 anos e o Google fez um doodle em sua homenagem. Achei lindo e por isso decidi fazer esse post.
Doodle do dia 26/02/2015 em homenagem ao 95º aniversário de José Mauro de Vasconcelos.

Resenha: A canção de Annie – Catherine Anderson

A canção de Annie é um romance de época que nos prende do início ao fim. É uma história envolvente que começa de uma maneira trágica, mas que vai se desenrolando de forma doce e até mesmo divertida.  Alex Montgomery casa-se com Annie ao descobrir que ela foi violentada por seu irmão. Por consequência dessa violência fica grávida. Alex promete cuidar do filho de Annie,  mas o que ela não esperava era se apaixonar e se encantar por ela.
Ele faz de tudo para entender quais foram os motivos que fizeram Annie ser do jeito que é e descobre que ela não tem nenhuma deficiência mental, como quiseram fazer acreditar os seus pais. Annie sofre de surdez em consequência de uma forte febre que teve aos seis anos de idade.  A partir dessa descoberta, Alex não mede esforços para compreender e ajudar Annie a ter uma vida melhor e até mesmo resgatar o respeito e dignidade que lhe foi tirada por sempre a tratarem como uma pessoa mentalmente incapaz .
A história tem momentos hilários que nos arrancam risadas, mas tem seus momentos de reflexão que nos deixam uma linda lição de vida. Recomendo muito a leitura. A canção de Annie é um daqueles livros que nos deixam com gostinho de quero mais quando termina.