Poemas alucinantes – Muros urinados

Na patina de muros urinados, descriptografei mensagens de amores perdidos.

Os  ditadores de alegria monofisista com suas iniciações e honras para Braúlio. Gonorrentos de machismos atemporais, pinchavam os muros de palavras em gritos ácidos.

Freud teve seus motivos ao analisar estes psicopintos. Por culpa deles, o austríaco de charuto circuncidado diria: a humanidade é movida por freuda.

Os muros de Tróia choravam de longe a corrupção infligida a seus primos. E os tijolos apoiados pelos ombros companheiros, choravam dizendo: antes fossem destruídos como seremos. Voltemos ao pó e, quem sabe, novos tijolos daquele muro seremos e mudemos.

As minhas luvas sujas pelo pus amarelo. As ferramentas gastas pelo desespero ansioso da elucidação.  Versos, então,  raspados de códigos horrendos, rodearam minha cabeça que foi tombada, enfim, por um deus louco que inspirou este poema devaneio.