Sobre conhecer pessoas e líderes

Quer conhecer o homem? Dê poder a ele!

A frase em destaque acima, vi em um muro, artisticamente desenhado por um grafiteiro. Uma frase muito simples, mas muito verdadeira.

Nada melhor do que você conhecer uma pessoa do que assisti-la em um momento de crise. Eu particularmente não posso deixar de aceitar certas condições para reconhecer a liderança de qualquer pessoa, da qual sou colocado sob algum tipo de subordinação. Certamente, nos vemos em várias situações, comumente a de relações de trabalho, onde não temos outra opção do que aceitar aquela liderança. Mas nada melhor do que termos aquele líder que é reconhecido não pelo medo que ele causa, nem tão pouco pelos mandos e desmandos que ele se acha no direito de fazer. Mas aquele líder que conhece os integrantes de sua equipe, trata-os cordialmente, tem um grande senso de empatia e consegue usar o talento de cada um para o sucesso do empreendimento em conjunto.

Se eu fosse o dono de uma empresa e tivesse que confiar os meus negócios a um empregado, começaria com o que diz a frase acima. Daria um pouco de poder a ele, apenas por teste, e assistiria a relação dele com outros funcionários. Quem ler este texto, já deve ter tido alguma experiência de algum líder que vai além de suas responsabilidades unicamente trabalhistas e se intromete na vida intima dos seus funcionários. Ele não mais vê seus funcionários como parceiros e trata-os como servos/subservientes. Um bom líder se reúne com seus parceiros/subordinados em uma “mesa redonda”.

Outro ponto importante. Preciso que minha empresa se mantenha coesa e os funcionários articulados uns com outros. Nada mais importante em um momento de crise, assistir  aquele a quem designei um cargo de chefia, seu comportamento. Certamente, gostaria de um negociador do que um “demitidor” inflexível. Se eu acredito no valor dos meus empregados e eles já tem um conhecimento de como funciona a minha empresa, não gostaria de vê-los trabalhando para um concorrente. Bons líderes são como bombeiros, não aumentam os incêndios, apagam-o. Não expande os desentendimentos, mas procura sempre reconciliar os membros da equipe para manter a solidez da empresa.

Quer conhecer o homem? Dê poder a ele!

Aviso

Um aviso ao leitor que pode gastar um pouco de seu tempo neste blog. É preciso que você saiba que sou um livre-pensador. Até a presente data deste post, não tenho vínculos oficiais com nenhuma doutrina ou religião. Mas tenho uma simpatia muito especial por aquelas filosofias e doutrinas que colaboram com o exercício pleno da liberdade de qualquer homem ou mulher. Essas doutrinas e filosofias que também combatem apologias que excitam o preconceito étnico, a intolerância religiosa e o desrespeito à orientação sexual dos indivíduos. Quanto a prática de religiões, acredito em um Estado laico que garante a liberdade de escolha dos cidadãos.  E que ninguém nesse Estado laico, seja coagido a participar de determinados princípios religiosos ou até mesmo ficar prisioneiros deles.

No entanto, percebo que no Brasil, que tem uma Constituição que prevê e determina os princípios de um Estado laico, permite que estes mesmos princípios sejam corrompidos. De maneira muito sutil e disfarçado, um aparato se move contra aqueles que são apontados como “vozes ameaçadoras” de religiões ou doutrinas que se querem hegemônicas no país. Espanta-me que estas religiões e doutrinas são as mesmas que pregam sobre um homem que foi pregado em uma cruz, mostrado como exemplo de libertação da humanidade. Não vejo essa liberdade em ação no cotidiano. Algumas dessas religiões e doutrinas, um tempo atrás, também foram perseguidas por seu entendimento diverso da ortodoxia. Hoje elas usam táticas sofisticadas de seus antigos algozes.

O parágrafo acima também serve àqueles que se incomodam com ideologias que não são iguais às suas. Isso ocorre no mundo da arte, da tecnologia e outros setores. Por exemplo, chega a ser risível o proselitismo contraditório de alguns grupos que se intitulam arautos do software livre. E sobre aqueles que usam sua arte para promover disfarçadamente o seu partido. Por que não se declaram logo que são de partido A ou B? Respeito aqueles que sem medo defendem suas ideias sem escaramuças musicais, teatrais ou livrescas. Por acaso, estamos novamente na ditadura? Às vezes, duvido da existência da democracia em nosso país.

O fato é que o que existe mesmo é uma grande luta de poder e influência sobre o pensamento dos brasileiros. Não percebo uma sincera vontade de patriotismo. E o brasileiro tão pouco move-se patrioticamente. São submissos aos comandos de suas TV’s, computadores, smartphones e redes sociais. Não sabem dialogar. E não sou eu o único a ter dedos ou voz que lançam publicamente esta situação. E digo que algumas vezes, tenho uma enorme dificuldade de publicar algo no meu blog ou no Twitter por conta de algum “acidente” nos meus computadores e outros dispositivos. São “falhas da máquina” como fazem crer.

Particularmente, no bom uso do meu ego, menos me importo com o comodismo do brasileiro do que com a preservação da minha liberdade de expressão e de escolhas. E saiba o leitor que é este o motivo deste post. Saibamos respeitar as fantasias de um e do outro.  E para lembrar o primeiro parágrafo, não autorizei que nenhum doutrinador responda por mim. Se tem dúvidas quantos as minhas ideias, permitam que eu mesmo as responda. Liberdade, Igualdade e Fraternidade, onde vocês estão?