Sobre Altered Carbon

Eu adorei este seriado. Várias referências de clássicos da literatura e do cinema futurista e ciberpunk foram muito bem combinados, resultando em uma estória crível e de muito bom gosto artístico.

No entanto, não pude deixar de notar a fragilidade e o risco de um dispositivo central, colocado na nuca para conservar todo o ser do indivíduo. Se eu fosse um especialista em  neuroengenharia, não deixaria que a “alma” do fulano ficasse centralizada em único dipositivo e em um local tão exposto do corpo. Por questões artísticas, o cartucho ficava na área da medula, e eu entendi a intenção dos que escreveram Altered Carbon.

Enquanto eu pensava sobre esse assunto. Lembrei de como os egípcios entendiam a “alma” com suas várias partes. O entendimento sobre imortalidade dos egípcios era muito diferente do nosso. E pelo que andei lendo, até mesmo estudiosos sobre a cultural deles, não sabem ainda explicar muito bem como os próprios egípcios entendiam o conceito de alma. As partes Ka, Ba, Akh, Sheut e Ren se combinavam dentro do Ha ( corpo ) e todo conjunto formava a pessoa.

Hoje nós sabemos que tanto o cérebro como a mente são um conjunto de partes. E se um dia a tecnologia de capa e backup da mente acontecer, melhor que fizessem alguma coisa no estilo egípcio. Lembremos que a Internet mesmo, foi construída intencionalmente descentralizada para que um ataque não derrubasse toda rede.