Trabalhando aquela saudade

 

Eu recebi por email este texto do Orkut Büyükkökten em maio do ano passado, quando ele promovia sua nova rede social Hello. É um ótima reflexão sobre o comportamento das pessoas nas redes sociais e o aparente processamento de desumanização e enfraquecimento das relações sadias entre todos nós. Na época, Orkut Büyükkökten estava inaugurando a rede social Hello. Por fim, seu texto tornou-se mais uma declaração do que uma promoção da plataforma.

Eu tenho muitas considerações sobre o texto abaixo e o considero muito óbvio. Mas prefiro que ele seja o destaque neste post. Mais tarde posso escrever um texto sobre minhas impressões, seguindo o rastro do autor.

Ei sr. Büyükkökten! Obrigado por tudo que aprendi e toda diversão que tive com o Orkut.

 

Por que o mundo precisa do hello

Quando falo sobre o hello para as pessoas, às vezes, elas me perguntam: “Realmente precisamos de outra rede social?” Eu acredito que precisamos de uma nova rede social agora mais do que nunca. Veja por que:

Estamos no meio de uma revolução de reformulação de tudo o que fazemos: como jogamos, como compramos, como nos comunicamos e compartilhamos. As redes sociais deveriam nos unir e nos deixar mais felizes, mas, em vez disso, elas trazem ansiedade, depressão e infelicidade. Temos receio de sermos nós mesmos online. Olhamos para os destaques de nossos amigos e nos preocupamos se fazemos parte deles. Tememos não sermos bons o bastante, porque não nos encaixamos nas expectativas irreais da sociedade de que cada momento é um momento perfeito, por isso, nós nos mascaramos de pessoas que não somos.

Vivemos em uma cultura de narcisismo, não uma cultura de união. Nossos “eus” significam mais para nós do que os sentimentos das outras pessoas. Nossos filtros significam mais para nós do que os nossos valores. A forma como parecemos se tornou mais importante do que como tratamos as outras pessoas. Nós nos esquecemos de que tudo o que importa está no nosso interior? Que o que importa mais é o que podemos ver apenas com o coração? Paramos de seguir os nossos corações, e eu estou preocupado. Estou preocupado com uma geração que acompanha as Kardashians. Estou preocupado com os jovens que preferem assistir reality shows superficiais em vez de programas que nos ensinam como ser melhores pessoas, programas como o The Leftlovers que nos fazem refletir sobre o nosso propósito e nos dá imagens fiéis da vida em toda a sua complexidade.

Apesar do que as ações de nossos amigos egoístas podem nos dizer, ainda vivemos em um mundo com outras pessoas. Nós ainda vivemos em um mundo onde todos os dias interagimos com nossos familiares e amigos, nossos vizinhos e colegas de trabalho, nossos professores, advogados e médicos, com os atendentes da mercearia e os motoristas de táxi, com as nossas babás e os políticos. Como a televisão, que celebra o narcisismo, pode nos ensinar sobre como tratar outras pessoas? Como podemos aprender a encontrar amor e companheirismo quando nossa cultura honra o egoísmo?

Estou aqui para dizer que ainda podemos. Podemos encontrar pessoas para conversar e para nos apoiar. Podemos ainda fazer amigos para compartilhar momentos de alegria. Podemos encontrar amor, empatia e comunidade online se realmente quisermos. Podemos preencher o mundo com nosso calor e amor, em vez de nossas inseguranças e incertezas. Tenho certeza que podemos se apenas dissermos “oi”.

No mundo real, conhecemos pessoas por que temos amigos em comum, vivemos nos mesmos lugares, vamos às mesmas escolas, trabalhamos nas mesmas empresas ou temos interesses em comum. Paixões são, muitas vezes, o início de nossas conversas na vida real. Compartilhar o que amamos é como nos conectamos com outras pessoas. Mas, às vezes, sentimos que precisamos romper com nossos círculos sociais atuais. Podemos estar sentindo solidão ou simplesmente procurando ampliá-lo e fazer novos amigos onde vivemos. Todos desejamos encontrar diversão, pessoas legais com quem sair na vida real. Mas vamos encarar uma coisa: é extremamente difícil conhecer novas pessoas e não é divertido se não soubermos por onde começar. Supostamente, a Internet deveria fazer isso melhor, mas tentar fazer amigos online, às vezes, nos deixa frustrados e abatidos. As pessoas online podem ser más e estranhas. As pessoas online se tratam de forma totalmente diferente de como elas se tratam pessoalmente.

A vida é complicada, confusa, maravilhosa, estranha, incrível e, acima de tudo, completa de paixão. Estamos todos em uma viagem para satisfazer nossas paixões na vida. Estamos todos tentando encontrar significado e propósito na agonia das incertezas. Todos queremos encontrar amizade e amor. Todos queremos nos encaixar. Meu chamado na vida tem sido trazer comunidades online de volta às raízes, de volta a um tempo quando o software era sobre fazer conexões genuínas com outras pessoas, quando os membros de comunidades online realmente se importavam com os outros. Eu quero criar uma rede social onde compartilhar paixões e momentos com novos e velhos amigos e onde criar comunidades cheias de amor e felicidade seja tão fácil como dizer oi.

Tudo começa com oi. Um gesto simples é o começo de algo novo e lindo. O hello é a faísca de uma vida online mais feliz. O hello conecta você com pessoas que compartilham de seus interesses. Concebemos o hello para ajudá-lo a fazer conexões no mundo real. É uma rede social construída em amor não em curtida.

A tecnologia deveria nos conectar, não nos dividir. A tecnologia deveria nos ajudar a sermos mais compreensíveis, mais otimistas, a sermos pessoas mais bondosas e melhores. Se acredita nesta visão, queremos que você diga “hello”. Se deseja construir um mundo digital melhor, queremos que você diga “hello”. Se quiser encontrar amor e amizade com pessoas que realmente se importam, que compartilham suas paixões, queremos que você diga “hello”. Você não tem mais motivos para estar triste e deprimido online. Seu coração é um espelho que reflete o seu eu verdadeiro, tanto o interior como o exterior, online ou offline. Abra-o e deixa a luz brilhar em tudo que é bom dentro de você. Nós vemos isso. Nós acreditamos em você. Junte-se a nós.

Fique bem,
Orkut